domingo, 7 de dezembro de 2014

Vergonha, vergonha, vergonha!

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Não, não estou num campo de futebol reclamando contra o fracasso do meu time – Estou falando, sim, da vergonha mesmo, essa que muita gente tinha e que, ao que parece, se perdeu por aí, de vez. 


Lendo e vendo o que tem acontecido (Mensalão, Lava-jato e outros mais), ficou fácil concluir que ninguém mais tem vergonha de nada nesse mundo; de mentir descaradamente, de desmentir – às vezes novamente mentindo - com a maior cara lavada, de roubar e confessar o roubo, nesse caso, só para se livrar de uma boa cadeiada e, mais ainda, de, quando livre, sair às ruas, abanando a mãozinha pra um e pra outro, com a maior cara de pau, contando vantagem de tudo que fez (de errado). 

Tem gente, até, que, quando pego em incontestável flagrante, embarca no camburão expressando largo sorriso, como se estivesse entrando numa luxuosa e confortável limusine para dar um passeio. Parecem querer dizer: vou ali, mas já volto; me aguardem! – E o pior é que alguns voltam mesmo e acabam “tirando a maior onda” na praça! 

Ir até uma delegacia, para essa gente, é só uma formalidade. Ficar por lá, só por alguns dias, também. Nada mais ruboriza nem causa constrangimento.

Cadê, então, aquela velha e conhecida honra do “fio de bigode”, quando a palavra valia muito mais dez papéis assinados? Onde estão, também, o medo de errar, de participar de ações ilícitas, para não envergonhar a família, os parentes, amigos e colega de trabalho? – Tudo, pelo jeito, para eles, saiu de moda mesmo. Agora é assim: o mais importante é “se dar bem” e não importa o jeito.

Da vergonha? – Ora, isso, para eles “não dá nada”, pois entendem que, com bom dinheiro no bolso os amigos e paparicos certamente voltarão e as festas em família serão ainda mais animadas.        

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